Isenção do DPVAT: isso é bom?
Todo começo de ano vemos aquela avalanche de boletos batendo na nossa porta: IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, Licenciamento e por aí vai… Mas em 2022 não teremos a cobrança do DPVAT, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos para coberturas de acidentes de trânsito. Por isso, #fiquedeolho para não cair em golpes.
A isenção foi definida em 17 de dezembro de 2021 pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que pertence ao Ministério da Economia. Este já é o segundo ano consecutivo sem cobrança do DPVAT, e isso acontece porque, segundo o Conselho, existe um excedente de recursos no Fundo do DPVAT, administrado pela Caixa Econômica Federal.
Saiba +: 5 lançamentos de carros elétricos para 2022
Saiba +: Os 10 principais lançamentos de 2022
Mas… O que é o DPVAT?
Também conhecido como Seguro Obrigatório, o DPVAT foi criado em 1974 e assegura, desde aquela época, às vítimas envolvidas em acidentes terrestres uma indenização. Segundo o advogado Cristiano Baratto, presidente do Instituto de Estudos de Transporte e Logística, “o DPVAT é destinado a acidentes causados por veículos (carros, caminhões, ônibus e motocicletas), não importando de quem seja a culpa no ocorrido. Todos têm direito a receber um determinado valor.”
O valor que os motoristas pagam pelo seguro obrigatório normalmente é acompanhado da documentação necessária para transitar regularmente com seus veículos pelas vias públicas. “A finalidade da arrecadação é poder indenizar as vítimas de acidente, não obter lucro. O dinheiro é dividido entre as seguradoras que administram o fundo”, diz Baratto.
Valores de tarifas e indenizações
Como a última cobrança do DPVAT ocorreu em 2020, os valores de indenizações correspondem àquele ano e dependem do tipo de veículo do proprietário. Confira abaixo:
- Automóveis – R$ 5,23
- Ônibus e micro-ônibus – R$ 10,57
- Ônibus e micro-ônibus sem cobrança de frete – R$ 8,11
- Motocicletas – R$ 12,30
- Caminhões e picapes – R$ 5,78
Os valores das indenizações variam também de acordo com a gravidade do acidente e servem para custear despesas médicas ou funerárias.
- Despesas médicas – até R$ 2.700
- Invalidez permanente – R$ 13.500
- Morte – R$ 13.500 (recebido pela família)
E como fica com a isenção do Seguro Obrigatório?
A falta de arrecadação, segundo Baratto, pode afetar diretamente o Sistema Único de Saúde, uma vez que 45% da verba deveria ser revertida para o SUS: “esse tem sido o problema atual que o governo deverá avaliar. Parte da arrecadação do Seguro Obrigatório é repassado para o SUS para cobrir os gastos que o sistema enfrenta para dar assistência médica para todos os acidentados”.
A gente nunca espera que você precise solicitar auxílio por causa de um acidente. E desejamos que isso nunca aconteça. Mas se isso acontecer, você sabe que pode contar sempre com a Youse. Com o Seguro Auto é possível chamar o Reboque e, mesmo que surjam pequenos imprevistos, como bateria arriada, você pode solicitar o Autosocorro após pane e conta ainda com a Assistência Carro reserva. Tudo para você ficar sempre #numaboa!